Eu e São Paulo

São Paulo é parte da minha história, na verdade parece um fio condutor do que sou hoje. Não é um lugar para carinhos extremos ou gestos comedidos, é lugar para atos corajosos – principalmente aos viajantes que como eu encontraram um lar, um aconchego.

De repente, tudo pode parecer apenas água e luz e na verdade é ou os comentários preconceituosos do taxista enquanto observa os transeuntes atravessarem o sinal…mas São Paulo tem um encanto grotesco, quase visceral de fazer com que você a ame ou aprenda a respeitá-la. A invejo, uma cidade com poder X-Man.

Mas falta água e não tem luz…ao mesmo tempo que sobra excentricidade e esse jeito careta que na verdade é mais moderno do que qualquer modernete por aí.

Uma cidade que me ensinou a acreditar mais em mim do que em qualquer outro, um lugar que me move todo dia para onde nunca pensei chegar.

Essa são-joseense parece mais paulistana a cada dia, pensa em te deixar mas o coração não deixa.

O convívio entre gigantes e independentes

O mercado editorial e suas mudanças foi o assunto da última semana nas rodas dos meus amigos, seja pelas incorporações, livros digitais ou os grandes players e suas políticas de preços. A pergunta que fica é: para onde estamos indo e o que podemos aprender com mercados que já passaram por algo similar? Nesse post, colocarei algumas ações que já estão sendo implementadas ao redor do mundo, não para manutenção de um sistema mas uma convivência saudável entre gigantes editoriais e editoras independentes.

Um grupo de livreiros do Texas realmente levou a sério a questão de transformar as livrarias em espaços de convívio e discussão cultural, saiba mais: Praise of indie booksellers

Na Alemanha, saraus especiais com formatos experimentais na apresentação de livros. As editoras independentes e os eventos em pequenas livrarias:
Gourmet Reading for Book Gluttons

A livraria nômade, a feirante

Já existem feiras no Brasil como a Feira Plana e a Pão de forma, mas precisamos de mais ações similares como agregadores de conteúdo para o leitor, assim colocando frente a frente o mercado de massa e o diferenciado:

Feira Pão de forma http://feirapaodeforma.tumblr.com/

Feira Plana

A editora de livros impressos que dita suas próprias regras e dá certo, a Patuá Editora:

Conhecem o Coletivo Compota? http://abraacompota.wordpress.com/

E a Coletivo Confeitaria Mag? http://confeitariamag.com/

Como trazer as novas gerações para leitura? Como chamar a atenção de crianças e jovens?

O jornal The Guardian alerta que algumas editoras podem inovar e começar pelo digital. Concordo plenamente, além disso, poderá ter força com “players” que só pedem descontos e sim se impor como gerador de conteúdo. Apesar de ser um dos 4Ps do marketing, preço é apenas um deles.

Post originalmente feita para Coluna Todas as cousas que há no mundo na Revista Pessoa.