Autopublicação, o que temos a ver com isso?

Nunca se publicou tanto e das mais diversas maneiras no mundo todo mas ao mesmo tempo há n questões a serem colocadas em pauta sobre isso.

E coloco algumas perguntas para começar:

1. Autopblicou e agora?
2. O seu sonho era só publicar ou quer uma editora no próximo livro?
3. Há estratégia de venda seja edição digital ou do livro impresso? Ou era apenas publicar?

Ultimamente tenho lido o quanto as editoras e livrarias só pensam em ganhos mas se esse não é seu intuito tenha isso em mente desde o início.

Por isso pensei em dicas rápidas para que você tenha um pouco de segurança no início do processo:

1. Pesquise e muito, hoje em dia há editoras que cobram pela publicação mas fazem todo o processo e você pode ficar responsável pelas vendas ou não.
2. No caso de não ter editora nem dinheiro, convoque os amigos porque você pode ter leitores críticos e principalmente quem o ajude a editar e revisar.
3. Angarie leitores antes de lançar com blog, redes sociais.
4. Mantenha uma postura profissional e positiva, lembre se que um feedback nem sempre é uma crítica maligna.

Nessa matéria do Guardian de hoje eles exemplificam estratégias e cases sobre autopublicação.

Roger Sutoon, editora da revista The Horn Book, afirma que não lê nem faz matérias de autores autopublicados saiba o porquê aqui na Revista Emília.

E contrariando o que muitos falam, nem sempre profissionais do livro de setores como marketing e comercial são lobos maus. Eu sou um deles e preciso defender a classe.

O convívio entre gigantes e independentes

O mercado editorial e suas mudanças foi o assunto da última semana nas rodas dos meus amigos, seja pelas incorporações, livros digitais ou os grandes players e suas políticas de preços. A pergunta que fica é: para onde estamos indo e o que podemos aprender com mercados que já passaram por algo similar? Nesse post, colocarei algumas ações que já estão sendo implementadas ao redor do mundo, não para manutenção de um sistema mas uma convivência saudável entre gigantes editoriais e editoras independentes.

Um grupo de livreiros do Texas realmente levou a sério a questão de transformar as livrarias em espaços de convívio e discussão cultural, saiba mais: Praise of indie booksellers

Na Alemanha, saraus especiais com formatos experimentais na apresentação de livros. As editoras independentes e os eventos em pequenas livrarias:
Gourmet Reading for Book Gluttons

A livraria nômade, a feirante

Já existem feiras no Brasil como a Feira Plana e a Pão de forma, mas precisamos de mais ações similares como agregadores de conteúdo para o leitor, assim colocando frente a frente o mercado de massa e o diferenciado:

Feira Pão de forma http://feirapaodeforma.tumblr.com/

Feira Plana

A editora de livros impressos que dita suas próprias regras e dá certo, a Patuá Editora:

Conhecem o Coletivo Compota? http://abraacompota.wordpress.com/

E a Coletivo Confeitaria Mag? http://confeitariamag.com/

Como trazer as novas gerações para leitura? Como chamar a atenção de crianças e jovens?

O jornal The Guardian alerta que algumas editoras podem inovar e começar pelo digital. Concordo plenamente, além disso, poderá ter força com “players” que só pedem descontos e sim se impor como gerador de conteúdo. Apesar de ser um dos 4Ps do marketing, preço é apenas um deles.

Post originalmente feita para Coluna Todas as cousas que há no mundo na Revista Pessoa.

Bibliotecando…

Muito se fala sobre o “Fim do livro” e isso pode ser de certa forma o fim das bibliotecas. Discordo de ambas expressões porque tanto o livro quanto os bibliotecários estão se reinventando nesse novo contexto.
Há pelo menos uns 4 anos sigo vários bibliotecários no twitter e a cada dia os vejo estudando e pensando em como criar iniciativas de promoção da leitura. Selecionei alguns blogs e site que já lia, outros que foram dicas de amigos bibliotecários e também iniciativas muito interessantes sobre como tornar a biblioteca um espaço cultural, inclusive com produtos literários:

Bibliotecários sem fronteiras
Informações sobre a profissão, inovação, arquitetura da informação e mais curiosidades sobre o dia a dia do profissional.

Blog do Aldo Barreto
Dedicado a atividades de treinamento e educação em ciência da informação.

Indexadora Blog
É administrado pela Dora Garrido que é bibliotecária em São Paulo e tem um toque de crônica nas suas postagens.
Você pode ler um dos textos da Dora que fala sobre o futuro da profissão, afinal como ela mesma disse: “ Entre o preto e o branco existe uma margem, bem ampla, dos vários tons de cinza.”

Moreno Barros [@fuckyeahmoreno]
Esse é um blog que acompanho há um bom tempo e sempre com posts esclarecedores não só para bibliotecários mas para todos que trabalham na cadeia produtiva do livro.

Caçadores de bibliotecas
Biiblioteconomia, bibliotecas e espaços culturais (museus, teatros, arquivos), bem como iniciativas de incentivo à leitura e outros. A Soraia Magalhães é Mestra em Sociedade e Cultura na Amazônia, bibliotecária, professora e pesquisadora.

Mundo bibliotecário
O blog Mundo Bibliotecário apresenta informações relacionadas à Biblioteconomia e Ciência da Informação: eventos, concursos e notícias em geral. É administrado por Eduardo Graziosi Silva.

João Paulo da Silva Proença
Bibliotecário português Interessado em Bibliotecas Escolares, TIC, e-learning

Bibliotecarios 2020 – experimentación, aprendizaje, innovación, colaboración….
Blog da professora de biblioteconomia e documentação em Sevilla. Tutorias, formas e experimentações sobre bibliotecas digitais. Além de como edições especiais e iniciativas independentes possuem seu espaço.

The digital shift
A nova biblioteca na visão de estudiosos do assunto do mundo todo.

Waterloo Library
Blog canadense com a participação de vários bibliotecários com indicações de cursos, livros, empregos e com produtos específicos como bottons e camisetas.

E porque precisamos desmitificar a caretice bibliotecária, assim como a livreira…seguem alguns links para que você perceba que somos maníacos por livros, trabalhamos com eles mas somos legais também:

Librarian problems
O melhor about: Hello. My name is William. I’m a Librarian. And I’ve got problems…

Manual prático de bons modos em livrarias
A Hillé Puonto, livreira que conta suas agruras diárias que já virou livro, mudou de cidade mas sua labuta continua a mesma com as perguntas mais inóspitas de clientes não menos exóticos.

Sessão de fotos para desmitificar de vez a figura do bibliotecário.
Espero que da próxima vez que você visite uma biblioteca veja de outra forma esse profissional. Como livreira tenho aprendido muito com eles.

Este post foi originalmente escrito para Coluna Todas as cousas do mundo na Revista Pessoa.

Foto do post by Fernando de França.

Recomeços e 2014

Frase do ano: Perder a ingenuidade sem perder a peculiaridade.

E lá vamos nós com projetos novos, em breve serão postados por aqui!

Prá saber um pouco mais do que ando fotografando por aí de maneira amadora mas me divertindo muito, conheça mais aqui .

Música e literatura

Música e literatura combinam e em muitos casos caminham juntas.

Sempre que preciso escrever ou estudar penso na setlist que farei nesse processo. Entonces, resolvi pesquisar e criar uma setlist baseada em literatura; autores que escreveram música ou homenagens a estilos e escritores.

  1. Ramble On Led Zeppelin – cita frase do livro “O senhor dos aneis” do Tolkien
  2. Hey Jack Kerouac 10,000 Maniacs – homenagem ao autor Jack Kerouac
  3. The Ghost of Tom Joad Bruce Springsteen – faz referência ao livro “As vinha da Ira” de John Steinbeck
  4. Tom Sawyer RushMoving – homenagem ao autor
  5. White Rabbit Jefferson Airplane – homenagem ao livro “Alice no país das maravilhas”
  6. Russian Literature Maxïmo Park – [cita a literatura russa e adorei o contexto escolha mega pessoal]
  7. Canção V Angela Rô Rô baseada em poema da Hilda Hilst
  8. Verdura Caetano Veloso – letra de Paulo Leminski
  9. Autopsicografia Jô SoaresRemix – poema de Fernando Pessoa remixado
  10. Most of the Time Bob Dylan – umas das músicas preferidas do personagem Rob Gordon no livro “Alta fidelidade” do Nick Hornby

Uma lista de 10 prá começar a pensar novas setlists literárias.

Literary musics by Juju Gomes on Grooveshark

Eu, Walter Mitty

Relutei para assistir ao filme A Vida Secreta de Walter Mitty porque sabia que bem lá no fundo aconteceriam algumas coisas como:
1. eu ia chorar
2. amaria a trilha sonora
3. vários personagens corporativos do filme não pareceriam fictícios e me assustaria como “a arte imita a vida”
4. Sim, eu sou Walter

Sim, todos os ítens acima citados aconteceram e não sou Nostradamus mas digamos que me conheço bem….a ponto de saber o quão inocente é acreditar em uma fábula para adultos com uma ótima trilha sonora e uma proposta de vida que todos procuramos: A Felicidade.

Ela pode estar no Himalaia, Islândia, Los Angeles ou bem do seu lado o tempo todo; porque simplesmente pode ser você que esteve aí lendo Schopenhauer e Warren Buffett, vendo palestras no TED de como ser bussiness sem perder a ternura [meta da vida] ou simplesmente falando alucinadamente de filmes cults e livros que você nem viu nem nunca leu…

Mudanças que começam desde ontem e hoje apenas seguem o percurso, simples assim. Não estamos no Vale do Silício, não sou milionária. Busco ser mais feliz, dizer o nome da música mas na verdade é o refrão e ver filme iraniano sim, e não deixar de ver filmes que me fazem chorar porque você se identifica com o personagem trapalhão e sonhador.

Space Odity – (David Bowie + Kristen Wiig) ou para o Walter Mitty é simplesmente Major Tom

http://www.youtube.com/watch?v=ZrZlhD0Oeto

Interação editorial e digital

Em tempos de lançamento do GTA 5, começam as indagações de como comunicarmos um produto no mundo offline e online porque um não descarta o outro. O jogo

possui um site com estatísticas do seu desempenho e onde você pode empregar seu “dinheiro” para conseguir mais aditivos no jogo e ser mais competitvo.

No mercado cinematográfico isso já acontece, o melhor exemplo disso é o filme Prometheus, que criou narrativas diferentes em sites e redes sociais. O personagem David tem redes sociais bem como a empresa – que também é um personagem; além do site que detalha certos conceitos do filme [https://www.weylandindustries.com/david]. Independente da qualidade do filme, houve um burburinho anterior ao seu lançamento e uma apresentação do que seria a narrativa proposta.

No mercado editorial, britânicos e americanos começaram essa jornada e isso inclui autores independentes como The novel cure [http://thenovelcure.com/news] em que o leitor descobre detalhes do livro, discute com outros leitores e com as próprias autoras e pode até mesmo comprar o livro pelo site.

 

Ou os famosos guias Rough Guide, que além do seu site, tem uma rede social e nesta semana o app foi lançado [http://www.roughguides.com/[.

As redes sociais têm poder de feedback. Lembre-se que o novo consumidor e leitor é diferente do consumidor de antes, ele ouve e vê sua ação mas quer falar e ser ouvido sobre seu produto.

É a era da participação e o cliente ou leitor é parte importante desse processo. E como disse Bezos:“Complaining is not a strategy.”

 

O primeiro post

Além do pdf vem de uma pergunta antes de ser resposta, sempre gostei de coisas aleatórias como livros físicos e digitais, moda, arte, fotografia, música, passeios em parques e viagens… queria um espaço para escrever sobre isso.

Escrever não só no sentido da palavra mas em imagens e vídeos também, daí veio o nome e o tema. Neste ano, aconteceram mudanças enormes na minha vida profissional que me levaram a pensar além do pdf. As tão famosas escolhas e recomeços, comecei com a Kontakt e agora reativando o Além do pdf [antes era um blog meio “morto” e uma conta no twitter].

Este é blog que mostrará de um modo simples o que não é tão simples assim: pensar além do pdf.