Melhores livros infantis lidos em 2015

Pois é com atraso que posto sobre meu livros infantis preferidos que li em 2015, não são editados em 2015 e sim que li aleatoriamente no ano.

Participei do júri do Destaques Emília 2014 e por isso devem ter vários títulos que constam nessa lista. Afinal, ler quase 70 livros lidos em 2 meses é algo que nos marca.

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O que há – Isabel Minhós Martins/Madalena Matoso [Sesi-SP Editora]

O texto sempre delicado de Isabel traz a levez para a precisão do traço de Madalena Matoso, apesar de ser fã da autora nesse livro a ilustração faz um jogo perfeito para crianças leitoras ou não. É como um jogo em que se o leitor acompanhar leitura e ilustracão terá um entendimento mais completo  mas se apenas observar e interagir com a ilustração ainda assim terá a experiência sensorial dos jogos de objetos e grafismos do livro.

Coleção Tatiana Belinky – 34[vários ilustradores]

Na verdade, essa repagaginação de livros da Tatiana Belinky merece aplauso. Muitos acham a autora muito simples, lançou demais ou que talvez dêem atenção demais aos seus livros. Acredito no oposto, ela precisa de ainda mais atenção como essa dada pela Editora 34 convidando ilustradores jovens e dando novo projeto gráfico para os textos da autora dos Limeiriques.

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O nascimento de Celestine- Gabrielle Vincent

Gabrielle Vincent, pseudônimo da autora Monique Martin, criou nessa coleção Ernest e Celestine um universo de empatia. Apesar de serem tão diferentes, a Ratinha e o Urso te transportam para  um ambiente de compreensão mútua e carinho.

 

Gorila – Anthony Browne

Anthony Browne é o tipo de autor que só o lançamento de seus livros no Brasil já é motivo de festa e quando é o Gorila ainda mais. Gorila simboliza a figura da falta do pai de Hannah e sua falta de tempo com a menina mas ela faz o pedido inusitado de visitar chimpanzés no zoológico e até esse final, o Gorila a acompanhará na história. Aqui o trailer de Gorila em espanhol.
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O voo das borboletas – Benjamin Lacombe

Muitos podem dizer que as ilustrações de Lacombe são datadas e quase no sentido brega mas novamente pensando no olhar infantil vejo o quanto ele pode ser encantador. Naoko, uma menina com seus 14 anos, recebe a notícia do pai de que terá que ir para cidade grande e se tornar  “numa mulher da sociedade”. Mas Naoko não é o tipo de garota convencional, ainda mais depois da morte da mãe. E de repente surge o plano, se vestir de garoto e estudar literatura. Mas algo acontece nesse caminho que Benjamin Lacombe nos leva, leia e descubra.

 

 

 

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Este livro não é um livro de princesas – Blandina Franco e José Carlos Lollo

O livro tem uma encadernação simples o que talvez numa primeira olhada você possa ignorá-lo mas ao abrir a magia se faz. Com textos curtos que insinuam sobre como você pode não ser uma princesa mas ainda ser uma garota incrível e com bordados que mostram a parte da frente e a de trás nem tão perfeita mas que é necessária como cada imperfeição que temos. Em tempos de discussão de gênero, um livro mais que necessário.
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Irerê da Silva – Silvia Zatz e Michael Gorski/ Flavia Mielnik e Laura Gorski

Silvia Zatz e Michel Gorski são os escritores e  Flávia Mielnik e Laura Gorski são as ilustradoras que fazem esse livro em preto e branco que faz uma anologia ao pato que migra mas tem nome e sobrenome – Irerê da Silva. Esse personagem faz uma ode a migração das pessoas, ecologia, companheirismo e eu, vc e todos os que são ou se consideram brasileiros. Msg que marquei na minha tabelas de leitura: Amei tudo! Texto, ilustrações, as explicações finais sobre ecologia, Arrebatador”

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1 Real – Frederico Delicado

É quadrinho, não tem texto mas uma narrativa tão pungente e que coloca duas crianças de realidades opostas e uma mulher solitária. O elo entre eles é aviãozinho de papel ou o pote que está no final do arco-íris – a felicidade.

Booktrailer.
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Zloty – Tomi Ungerer

Minha teoria sobre Tomi Ungerer é simples e a leitura dele também é. Sem conceitos literários ou pedagógicos aparentes ele forma leitores com fantasia como estilo literário para crianças ricamente ilustrados e seus textos também são ótimos. Se no futuro teremos leitores de Cervantes e Dostoievski também teremos leitores de J.K. Rowling e Tolkien.

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