O convívio entre gigantes e independentes

O mercado editorial e suas mudanças foi o assunto da última semana nas rodas dos meus amigos, seja pelas incorporações, livros digitais ou os grandes players e suas políticas de preços. A pergunta que fica é: para onde estamos indo e o que podemos aprender com mercados que já passaram por algo similar? Nesse post, colocarei algumas ações que já estão sendo implementadas ao redor do mundo, não para manutenção de um sistema mas uma convivência saudável entre gigantes editoriais e editoras independentes.

Um grupo de livreiros do Texas realmente levou a sério a questão de transformar as livrarias em espaços de convívio e discussão cultural, saiba mais: Praise of indie booksellers

Na Alemanha, saraus especiais com formatos experimentais na apresentação de livros. As editoras independentes e os eventos em pequenas livrarias:
Gourmet Reading for Book Gluttons

A livraria nômade, a feirante

Já existem feiras no Brasil como a Feira Plana e a Pão de forma, mas precisamos de mais ações similares como agregadores de conteúdo para o leitor, assim colocando frente a frente o mercado de massa e o diferenciado:

Feira Pão de forma http://feirapaodeforma.tumblr.com/

Feira Plana

A editora de livros impressos que dita suas próprias regras e dá certo, a Patuá Editora:

Conhecem o Coletivo Compota? http://abraacompota.wordpress.com/

E a Coletivo Confeitaria Mag? http://confeitariamag.com/

Como trazer as novas gerações para leitura? Como chamar a atenção de crianças e jovens?

O jornal The Guardian alerta que algumas editoras podem inovar e começar pelo digital. Concordo plenamente, além disso, poderá ter força com “players” que só pedem descontos e sim se impor como gerador de conteúdo. Apesar de ser um dos 4Ps do marketing, preço é apenas um deles.

Post originalmente feita para Coluna Todas as cousas que há no mundo na Revista Pessoa.

Interação editorial e digital

Em tempos de lançamento do GTA 5, começam as indagações de como comunicarmos um produto no mundo offline e online porque um não descarta o outro. O jogo

possui um site com estatísticas do seu desempenho e onde você pode empregar seu “dinheiro” para conseguir mais aditivos no jogo e ser mais competitvo.

No mercado cinematográfico isso já acontece, o melhor exemplo disso é o filme Prometheus, que criou narrativas diferentes em sites e redes sociais. O personagem David tem redes sociais bem como a empresa – que também é um personagem; além do site que detalha certos conceitos do filme [https://www.weylandindustries.com/david]. Independente da qualidade do filme, houve um burburinho anterior ao seu lançamento e uma apresentação do que seria a narrativa proposta.

No mercado editorial, britânicos e americanos começaram essa jornada e isso inclui autores independentes como The novel cure [http://thenovelcure.com/news] em que o leitor descobre detalhes do livro, discute com outros leitores e com as próprias autoras e pode até mesmo comprar o livro pelo site.

 

Ou os famosos guias Rough Guide, que além do seu site, tem uma rede social e nesta semana o app foi lançado [http://www.roughguides.com/[.

As redes sociais têm poder de feedback. Lembre-se que o novo consumidor e leitor é diferente do consumidor de antes, ele ouve e vê sua ação mas quer falar e ser ouvido sobre seu produto.

É a era da participação e o cliente ou leitor é parte importante desse processo. E como disse Bezos:“Complaining is not a strategy.”