Augusto

Não foi por acaso nem ao acaso e também não posso negar que fui avisado de que os sinais da fraqueza humana estavam ali, na minha frente, materializada naquilo que um dia chamaram de Augusto.

Ele nem de longe é feio, nem bonito mas o belo está no detalhe, na sutileza descarada de alguém que pode não falar nada mas preenche espaços e sons. Mesmo que estejam apenas na minha cabeça.

Essa foi a sensação que tive durante anos ao entrar na padaria, pedir o café com meu pão na chapa e saber que Augusto um dia iria falhar, faltar no trabalho ou me trazer café frio. Mas foi pior, Augusto se aposentou e de um dia para o outro minhas idas a padaria se tornarem o tormento do ponto do pão na chapa e como eu gostava de café…sem ter que dizer  – Mais leite, por favor.

Por isso é que eu digo – Volta, Augusto!

 

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